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fortunas” que ele distribuía. Morreu pobre, sem bens pessoais, pois
dava tudo o que lhe davam. E isto, o Ano todo, sem descanso. O seu
Ano, voltamos a repetir, era sempre Ano de pobres, cada dia, em
cada terra que visitava para pregações, confissões, festas litúrgicas.
Percorreu Portugal inteiro muitas vezes, e os pobres eram sempre os
seus predilectos. Se nessas terras, sobretudo vilas ou cidades havia
hospital ou cadeia, nunca deixava de visitar os seus “predilectos”,
aqueles que tinha mais no coração, a quem amava e para quem vivia.
Apóstolo da caridade, cuja vida foi sempre uma “sinfonia de amor”.
Por isso conhecido em Portugal inteiro, estimado e amado por todos.
Hoje conhecido em muitos países onde se publicam livros com a sua
vida maravilhosa em dom de dedicada caridade.
Pobres, para o Padre Cruz, eram também os
pecadores, aqueles que não se confessavam
e não comungavam. Dedicava-se a eles de
alma e coração, qualquer que fosse a classe
social, a cultura, a cor de pele, bem vestidos
ou esfarrapados, analfabetos ou doutores,
etc. Era aos seus irmãos pecadores, os
pobres mais pobres, pois não tinham a
graça de Deus, nem se abeiravam dos
sacramentos, a quem se dedicava de um
modo muito particular. Era grande a sua
alegria quando ia a uma paróquia pregar
e, no fim, podia dizer que não tinha ficado
ninguém sem se confessar. Apóstolo das
“ovelhas perdidas, tresmalhadas, feridas,
doentes”, o Padre Cruz não se cansava de
passar muitas horas no confessionário
a atender com a sua sempre solícita
caridade e delicadeza, paciência e
zelo apostólico, esquecendo-se de si,
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