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não escrevesse a alertar muitos para viverem a caridade com os “po-
          brezinhos”, termo que gostava muito de usar com carinho e dedi-
          cação. O ANO inteiro, cada dia, por Portugal inteiro onde pregava
          e passava fazendo o bem, o Padre Cruz, vivia com os pobres, para
          os pobres com uma esmerada dedicação. Não pensava em si, na sua
          saúde, na sua alimentação, mas nos seus amigos os pobres. Todo o
          Ano, sem descanso, sem pausas, pois por todo o lado encontrava
          misérias sociais, morais, pobreza de toda a espécie. Não pensava em
                                         si, mas nos seus pobres. Naqueles
                                         que de um modo ou de outro pre-
                                         cisavam da sua presença e da sua
                                         ajuda, da sua palavra ou da sua es-
                                         mola.  Quantas  vezes  pôs  em  cau-
                                         sa a sua saúde, por causa das suas
                                         pregações e dos seus pobres. Mas








          para o Padre Cruz a vida
          era para ser doada a to-
          dos, sobretudo aos mais
          pobres, doentes, presos,
          os que  viviam  misérias
          humanas, famílias, pas-
          sando  às  vezes  fome,
          não tendo com que pagar            Cadeia do Limoeiro
          os remédios, etc.

            Quantas vezes, alguns benfeitores lhe entregavam um envelope
          para ele próprio, para uma nova batina, para viagens, mas se daí a
          pouco encontrava um pobre, lá lhe dava o envelope, muitas vezes sem
          saber o dinheiro que ia dentro. Pelas suas mãos passaram “pequenas



          82              GRAÇAS DO PADRE CRUZ SJ
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