Page 12 - gracas_354
P. 12
não escrevesse a alertar muitos para viverem a caridade com os “po-
brezinhos”, termo que gostava muito de usar com carinho e dedi-
cação. O ANO inteiro, cada dia, por Portugal inteiro onde pregava
e passava fazendo o bem, o Padre Cruz, vivia com os pobres, para
os pobres com uma esmerada dedicação. Não pensava em si, na sua
saúde, na sua alimentação, mas nos seus amigos os pobres. Todo o
Ano, sem descanso, sem pausas, pois por todo o lado encontrava
misérias sociais, morais, pobreza de toda a espécie. Não pensava em
si, mas nos seus pobres. Naqueles
que de um modo ou de outro pre-
cisavam da sua presença e da sua
ajuda, da sua palavra ou da sua es-
mola. Quantas vezes pôs em cau-
sa a sua saúde, por causa das suas
pregações e dos seus pobres. Mas
para o Padre Cruz a vida
era para ser doada a to-
dos, sobretudo aos mais
pobres, doentes, presos,
os que viviam misérias
humanas, famílias, pas-
sando às vezes fome,
não tendo com que pagar Cadeia do Limoeiro
os remédios, etc.
Quantas vezes, alguns benfeitores lhe entregavam um envelope
para ele próprio, para uma nova batina, para viagens, mas se daí a
pouco encontrava um pobre, lá lhe dava o envelope, muitas vezes sem
saber o dinheiro que ia dentro. Pelas suas mãos passaram “pequenas
82 GRAÇAS DO PADRE CRUZ SJ

