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que  quando  ainda  podia,  pela  saúde  e  idade,  ficava  quase  noites
           inteiras na capela a falar com Jesus, muitas vezes prostrado no chão.
           O sacrário, com a presença de Jesus, era um polo que atraia a sua
           vida, o seu coração, a sua oração. Para o sacrário queria encaminhar
           todos. Apóstolo da Eucaristia parecia sempre mergulhado n’Ela, de
           alma e de coração abrasados no amor.
























                             Homem do Ofício Divino.



             Todos  os  que de mais perto conviviam com o Padre Cruz,
           testemunham o seu amor e devoção à oração do Ofício Divino, o
           Breviário, a Liturgia das Horas. Nunca deixava o livro, sobretudo,
           nunca deixava a oração. Mesmo quando estava doente e dispensado
           de o rezar, sofria por isso, e quando algum sacerdote  o visitava
           pedia-lhe  que lhe rezasse alto  uma das Horas do Ofício,  que ele
           acompanhava  com devoção. Nas lides apostólicas ou nas longas
           viagens que tinha que fazer nunca deixava de rezar o seu Breviário.
           Fiel, assíduo e devoto desse modo de rezar que a Igreja convida os
           sacerdotes a fazerem e a serem fiéis. O Padre Cruz era fidelíssimo.
           Um santo como ele não podia fazer de outro modo.



                                GRAÇAS DO PADRE CRUZ SJ                  55
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