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que estava só, ou ia em viagem. mesmo em comboios, ou andava
           pelas ruas de Lisboa, o encontravam em oração, de terço na mão,
           rezando uns atrás de outros. Na Eucaristia diária se deixava embeber
           de Deus e permanecia unido a Ele o dia inteiro. União profunda que
           nada perturbava e que o levava a muitas acções de caridade com os
           pobres, presos e doentes. União profunda, ao jeito dos místicos, que
           se sentiam tocados por Deus e embebidos na sua vida divina que
           neles fazia brotar acções de serviço generoso e dedicado. Parece que
           seu coração andava sempre em oração, mesmo quando falava com as
           pessoas, caminhava na rua, ou fazia qualquer outra coisa. Homem de
           Deus, impregnado do amor da Trindade, que fazia brotar nele uma
           intensa e fecunda vida apostólica, sempre atento a todos e agindo
           segundo o Evangelho. Homem de oração em todas as suas vertentes,
           que alimentava  nele  uma  caridade  apostólica,  um zelo  admirável,
           uma fé viva, um sorriso afável, uma atitude sempre acolhedora. Foi
           desta oração, desta intimidade com Deus, deste viver centrado em



                                GRAÇAS DO PADRE CRUZ SJ                  53
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